Protetor Solar: Usar ou não usar – Eis a questão

Eis uma grande questão, usar ou não usar o protetor solar?

Depois que se aprende outras lógicas, ainda não estabelecidas, quando encontramos pessoas afins é uma grande satisfação. Esse é o caso do médico que trabalha com reequilíbrio metabólico e reeducação alimentar: Carlos Braghini Jr. que escreve esse texto sobre os protetores solares!  Mais informações sobre seu trabalho dedicado e inovador no site: http://www.ecologiacelular.com.br

 

Se você está lendo este artigo é por que se preocupa não só com a estética, mas com sua saúde.

E, é óbvio que você em suas andanças pela internet já leu ou recebeu informações sobre a toxicidade de alguns produtos de beleza. E é, também, muito provável que ficou confuso(a) com informações, frequentemente, desencontradas.

Vou tentar colocar ordem na casa apresentando um panorama sobre os cosméticos e o que parece ser consenso entre os especialistas em saúde.

Cosméticos convencionais tóxicos

Antes de tudo, mesmo os textos alarmistas, contendo alguns exageros, estão certos num aspecto: os cosméticos são uma das principais fontes de contaminação por toxinas a que as mulheres se submetem dia após dia.

Mesmo que seus produtos sejam comprados em lojas “naturais” ou tragam em seus rótulos qualquer outro título fruto do marketing.

Aprender a se proteger pode fazer toda a diferença, até por que é sempre bom lembrar que o maior órgão do corpo humano é a pele.

Nós, que vivemos num país tropical temos um grande aliado para nossa saúde: o sol. Principalmente por seu papel na produção de vitamina D.

Infelizmente, este mesmo sol é o vilão quando o assunto é a pele. Sim, pois mesmo que necessitemos de exposição à luz solar seus efeitos sobre a pele, principalmente a longo prazo são incontestáveis.

O segredo está em minimizarmos os efeitos dessa foto-exposição sem adicionarmos mais toxinas ao nosso já combalido corpo.

Digo isso, pois uma das piores coisas que as mulheres (principalmente) fazem é aplicarem um protetor solar. Sei que a maioria das pessoas acha que está fazendo a coisa certa, mas lhes asseguro que não é tão simples assim.

Vitamina D

Por ser um dos principais hormônios que temos circulante em nosso corpo, todos nós deveríamos saber a taxa de vitamina D no sangue.

Os níveis de vitamina D nunca deveriam estar abaixo de 32 ng/mL, e qualquer nível abaixo de 20 ng/mL é considerado um grave estado de deficiência, aumentando o risco de várias doenças e câncer.

Mas talvez os níveis ideais estejam bem acima disso: um trabalho recente encontrou a necessidade de manter a vitamina D entre 75 e 200.

Existem 2 testes para definir o nível de vitamina D: 1,25(OH)D e 25(OH)D; é este último o melhor marcador para determinar o status geral de vitamina D no organismo.

A vitamina D é muito negligenciada pelos médicos, e sua ação mais a classifica como um hormônio do que propriamente uma vitamina.

Vitamina D3 e vitamina D2

Os suplementos de vitamina D são basicamente de 2 tipos: o natural é a vitamina D3 (colecalciferol), a mesma vitamina D que o corpo produz em contato com a luz solar; a sintética é a vitamina D2 (ergocalciferol).

Ambas precisam ser convertidas, e com a vitamina D3 isso ocorre 500% mais rápido do que a D2. Várias células do corpo fazem este conversão, mas é o rim que a faz em quantidade suficiente para distribuir para o resto do corpo.

É ainda muito bom saber os fatores que inibem a ação/absorção da vitamina D: falta de sol, inibidores da bomba de prótons, corticosteroides, excesso de cereais na alimentação e anticonvulsivantes. Isso sem contar as ideias contidas no controverso Protocolo Marshall.

Caminhar ou simplesmente tomar o sol da manhã é uma boa opção, mas lembre-se, sem protetor solar, que bloqueia a produção de vitamina D pela pele.

Protetor Solar: devo usar?

Por mais estranho que possa parecer a dúvida é pertinente.

Se seu objetivo é se proteger do dano causado pelos raios solares necessita de proteção contra os raios ultravioletas, mas nem todos. A luz ultravioleta vem do sol em dois principais comprimentos de onda: UVA (ultraviolet-A) e UVB (ultraviolet-B).

UVB é a forma “boa”, por ajudar a pele a produzir vitamina D. Sua incidência é baixa pela manhã e à tarde, tendo seu pico máximo por volta do meio-dia.

Já o UVA é considerada forma “má”, por penetrar mais profundamente na pele e provocar maior produção de radicais livres e dano celular.

E o pior, os raios UVA nos atingem de forma constante durante todo o dia, o ano todo, mesmo num dia sem sol.

Agora você entende por que ficou vermelha naquele dia nublado: é o efeito da penetração do UVA.

E aqui vai o primeiro alerta: se você usa um protetor solar sem proteção adequada aos raios UVA está jogando dinheiro fora… e o pior, achando que está protegida.

Vamos explorar melhor esta questão:

Embora os riscos da exposição solar sejam frequentemente exagerados, qualquer pessoa que já teve uma queimadura pelo sol sabe que ele, verdadeiramente, danifica a pele.

O problema é a maioria dos protetores solares protegem apenas contra os raios UVB, isto é, aqueles que produzem a benéfica e protetora vitamina D.

Ambos os tipos de raios (UVA e UVB) podem causar queimadura, embora o UVB possa provocar isso mais rapidamente.

O UVA, entretanto, penetra a pele mais profundamente, tornando-se assim, um fator muito mais importante no fotoenvelhecimento, rugas e câncer de pele.

Os raios ultravioleta A e B (UVA e UVB) são fundamentais para a saúde, mas é seu excesso que pode causar danos.

É por essa razão que eu não sou um fã incondicional do uso de protetores solares cotidianamente. Antes de mais nada, ele bloqueia a produção natural de vitamina D pela pele.

A segunda razão é a de que a pessoa que passa um filtro solar acredita estar protegida e acaba por ficar no sol mais tempo do que deveria.

E é por isso que, desde o aparecimento dos protetores solares na década de 1980, não houve nenhuma diminuição na incidência (na verdade, aumentou) de câncer de pele.

As pessoas continuam morrendo dos cânceres mais agressivos tanto quanto morriam há 50 anos.

Protetor Solar previne o câncer?

A mais pura verdade é que os protetores solares previnem os tipos de câncer mais comuns: carcinoma de células basais e carcinoma de células escamosas.

Apesar de não serem inofensivos, raramente são fatais, mas para o melanoma, de longe o tipo mais grave de câncer de pele, os protetores solares não oferecem qualquer proteção.

O mais provável é que a causa esteja ligada à exposição aos raios UVA. Na Europa, por exemplo, um fator de proteção UVA (PPD, de persistent pigment darkening ou índice de pigmentação persistente) de um produto deve ser, no mínimo, 1/3 do fator de proteção UVB (FPS).

No Brasil, a minoria bloqueia UVA e se o faz, faz em quantidades ínfimas. Quer dizer, você usa um protetor pensando estar protegido, mas as camadas mais profundas da pele estão fritando.

Outro erro comum é achar que é necessário usar um FPS (fator de proteção solar) elevado para se proteger adequadamente. Um FPS 15 absorve 93,3% dos raios UVB, enquanto um FPS 30, 96,7%, e um FPS 50, 98%.

O FPS dobrou e mais do que triplicou, mas o índice de absorção aumentou apenas 3,4 e 4,7 pontos percentuais, respectivamente.

Quer mais um erro na recomendação de passar protetor antes de sair de casa? Na verdade, você precisa de pelo menos 20 minutos de sol sem proteção para produzir vitamina D.

O correto, portanto, é ficar exposto ao sol até que a pele comece a ficar vermelha, para só então, aplicar a proteção.

Absorvendo a vitamina D

E você acha que terminou a comédia de erros? Não! Eis mais uma recomendação que poucos fazem: assim que você volta do passeio ao sol, não deveria tomar banho.

Quer dizer, pelo menos, não deve aplicar sabão no corpo. Como a vitamina D é produzida pela pele e é lipossolúvel, ela necessita daquela camada de óleo para ser absorvida adequadamente.

Por isso, vai aqui minha sugestão: tome um banho não muito quente e não passe sabão ou esfregue a pele antes de 12 horas. Lave apenas as partes íntimas e evite esfregar a toalha vigorosamente. Pode parecer estranho, mas sua saúde agradece.

E para terminar as recomendações pouco convencionais, a melhor hora para tomar sol e produzir vitamina D em níveis adequados é por volta do meio-dia, a hora onde a incidência de UVB é maior, e não naquele solzinho fraquinho da manhã ou da tarde.

Quem vive em regiões próximas à Linha do Equador não tem tanto com o que se preocupar, mas aqueles que vivem em latitudes mais altas talvez não produzam vitamina D suficiente mesmo nos dias ensolarados.

A incidência raios UVB variam de acordo com a localização geográfica

A luz ultravioleta B (UVB) – aquele tipo necessário para a produção de vitamina D pela pele – varia dramaticamente de intensidade com a localização geográfica, época do ano, hora do dia, grau de nebulosidade etc.

Isso significa que, muitas vezes, você pode até achar que está produzindo vitamina D suficiente num belo dia ao ar livre, mas pode não estar.

Precisamos de 290 a 300 nm (comprimento de onda) de UVB para produzir vitamina D, algo que pode acontecer somente no meio do dia nas latitudes maiores.

A cor da pele também tem sua influência: cor escura (alta pigmentação) significa menos síntese de vitamina D por minuto de exposição à luz UVB.

Sob ótimas circunstâncias, nossa pele sintetiza entre 10.000 e 20.000 UI de vitamina D em 30 minutos.

Vitamina D baixa no sangue

Pessoas que não vivem em locais ensolarados, que evitam a luz solar ou que somente saem à rua com protetores solares possuem níveis perigosamente baixos de vitamina D circulante em seu sangue.

Para corroborar com esta tese, as taxas de câncer de todos os tipos (não só de pele) são mais elevadas em países com baixa exposição solar. O mesmo ocorre com doenças graves, como esclerose múltipla.

Vitamina D baixa no sangue é igual a maior mortalidade e por maior acometimento a todos os tipos de doenças.

Por isso, o ideal seria não usar filtro solar de espécie alguma. E também deveria ficar exposto ao sol o tempo suficiente para sua pele ficar vermelha e produzir vitamina D.

Depois disso, voltar para casa e não tomar banho completo. Qualquer exposição adicional traz riscos e nenhum benefício à sua saúde.

Mas existem situações onde necessitamos ficar expostos por mais tempo e a proteção se torna obrigatória.

A maneira mais simples de se proteger do excesso de sol é… vestir uma roupa. Sim, as roupas providenciam uma proteção solar equivalente ao uso de um FPS 15. Ficar embaixo do guarda-sol também é uma estratégia adequada.

Se isto não for o suficiente, é necessário o uso de um protetor solar seguro e eficaz.

Fugindo de protetores solares que contém petrolatos e vitamina A

Parece fácil, mas o uso de protetores solares convencionais acaba por introduzir em seu corpo uma carga absurda de toxinas que, na verdade, aceleram o câncer de pele e, por chegarem à corrente sanguínea, produzem efeitos tóxicos sistêmicos, incluindo desequilíbrio hormonal.

O protetor solar ideal seria aquele que não contém derivados de petróleo (petroderivados), que utilizam como ingredientes ativos óxido de zinco e dióxido de titânio.

Também não deve conter vitamina A ou seus derivados, como retinol e retinilpalmitato.

Pode parecer esquisito, mas a vitamina A é um aditivo perigoso. A indústria a usa por ser um antioxidante que deveria retardar o envelhecimento da pele.

Entretanto, o Environmental Working Group identificou que alguns tumores e lesões em animais de laboratório aumentam sua taxa de desenvolvimento em até 21% quando se usa um creme contendo vitamina A do que os que não a contém.

Mesmo que não se tenha nada provado quanto ao uso em humanos, esses resultados mostram que é prudente evitá-los. A não ser que você tenha o desejo de ser cobaia.

E não são somente os protetores solares os vilões. Tudo aquilo que é aplicado na pele, nos cabelos, nas unhas… enfim, todos os produtos de beleza trazem risco potencial para nossa saúde.

Médico Carlos Braghini Jr.

Minha des-cisão:

Já fui militante do protetor solar. Minha mãe passava em mim desde que eu era criança (anos 80) quando bem poucas pessoas usavam.

E na adolescência de tanto ler sobre os males do sol para a beleza e saúde passei a usar todos os dias. Daí nem pensar em ir para a praia sem protetor solar e mesmo com o filtro solar só antes das 10h e depois das 16h.

O tempo passou e comecei a ver cada vez mais matérias falando dos malefícios do protetor solar.

E depois de entender a questão das moléculas artificiais, que tanto não são biodegradadas pelo planeta quanto não são metabolizadas/digeridas pelo nosso organismo resolvi procurar alternativas.

Li sobre usar cinzas, pó de arroz como protetor solar físico. Lá por 2010 peregrinei por farmácias de manipulação procurando filtro solar físico sem outros ingredientes prejudiciais.

Conversei com farmacêuticos, usei protetor solar específico para bebês que são exclusivamente físicos e deixaram minha pele ultra branca e uma meleca só… Ui!

Maquiagem à base de argila para proteger a pele dos efeitos nocivos do Sol

Enfim, conheci a Soraia Zonta, no Centro Público de Economia Solidária de Itajaí, quando estava desenvolvendo a Bioart que tem toda linha de maquiagem à base de argila!

Sim, cores, texturas, benefícios em maquiagens perfeitas à base de argila certificada pela Ecocert! Parecia um sonho ter uma resposta tão maravilhosa depois de tanto tempo de pesquisa e experimentos pessoais não muito bem sucedidos.

Moro em Floripa e vou com frequência à praia e não uso protetor solar no corpo. E não tenho percebido piores implicações para minha pele nesses 5 anos.

Procuro ter uma alimentação bem completa e nutritiva que gere o mínimo de toxinas para que todo meu corpo, inclusive minha pele estejam preparados para se proteger de todo tipo de agente externo, inclusive o sol.

Também uso máscaras de argila com frequência para repor minerais, firmar e clarear a pele.

Já li também que ao usarmos óculos de sol nosso corpo não se protege adequadamente, diminuindo as defesas da pele ao entender que o nível de radiação solar é menor do que na verdade está exposto.

Perdi essa fonte, mas ao encontrá-la a publico aqui. Mas faz todo o sentido.

As manchas na pele e a pílula anticoncepcional

Pouco li e ouço falar sobre a relação das manchas de pele com o uso anticoncepcional hormonal (pílula). Mas, está aqui:

“O melasma é uma manifestação caracterizada por manchas escuras na face. O seu surgimento geralmente está relacionado à gravidez ou ao uso de anticoncepcionais hormonais (pílula) e tem como fator desencadeante a exposição da pele ao sol.”

Dr. Roberto Barbosa Lima – Dermatologista no site: http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/cloasma.shtml

Mas nunca ouvi ninguém falar para não usar esse tipo de anticoncepcional para evitar manchas.

E, existem outras opções de anticoncepcional como camisinha e diu de cobre e prata (http://pt.wikipedia.org/wiki/Dispositivo_intrauterino). É importante, nesse momento pensar sobre quais interesses estão em jogo.

Outra informação que julgo ser importante compartilhar aqui, mesmo que já existam plantas (pós, ativos naturais) que comprovadamente podem filtrar o sol pela Anvisa só determinados ingredientes podem ser considerados protetor solar, no caso dos físicos: Dióxido de Titânio e Óxido de Zinco.

Como sempre digo: Solução tem para tudo, falta interesse, ou nesse caso, sobram interesses…

Temos novidades! No final do ano de 2020 a Herbia  lançou a linha de protetores solares. Tem facial, para peles oleosas e peles secas e, o corporal para peles secas:

Protetor Solar Natural Vegano Pele Oleosa FPS 30 Herbia 50g

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Protetor Solar Natural Vegano UVA e UVB FPS 30 Herbia 120g

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