Ayurveda & Slow Beauty
É natural desejar a beleza e não precisamos nos desculpar por cuidar dela. O Ayurveda (ciência da vida) nos ensina que a beleza é natural quando estamos plenos de saúde e vitalidade e ela é o reflexo da própria beleza interior. Vou explicar como essa ciência milenar se complementa com a nova tendência de Slow Beauty.
Mas com o mercado da beleza em acensão, frequentemente recorremos à beleza artificial para nos sentirmos desejadas: dos cosméticos tecnológicos, cirurgias invasivas aos modismos que não refletem realmente a individualidade que somos. E na ânsia pela beleza imediata perdemos o simples e o essencial: respeitar nosso corpo e nosso tempo.
É tempo de desacelerar , ouvir e reconhecer o seu corpo.
Depois do Slow Food (alimentação devagar) o movimento Slow Beauty (beleza devagar) faz esse retorno: valorizar a beleza natural, diminuir a quantidade de consumo e saber de onde vêm e para onde vai o que utilizo no meu corpo.
Diariamente são criados novos químicos para favorecer principalmente a indústria e o tempo de prateleira dos cosméticos e a grande maioria são extremamente nocivos ao nosso corpo e ao ambiente, poluindo nossas águas internas e externas. Mesmo contendo princípios ativos naturais, eles são pouco absorvidos pela pele devido ao meio “estéril” em que se encontram, como os derivados do petróleo, que acabam por entupir os poros, causando uma barreira contra a penetração do princípio que seria benéfico para o corpo.
Para o Ayurveda, a pele é uma via importante de absorção de medicamentos. Por isso as massagens ayurvédicas são feitas exclusivamente com óleo vegetal morno e ervas que penetram profundamente por todas as camadas da pele levando o benefício das substâncias diretamente na corrente sanguínea. Do mesmo modo podemos fazer com os cosméticos, aproveitar esse “mecanismo” e proporcionar ao corpo e à pele um tratamento pelas substâncias vivas que funcionam por uma combinação sinérgica de princípios ativos que estão em equilíbrio na natureza.